Cânones da crítica internacional UFES · Departamento de Letras · T01 · 2026/2

00Edição zero · agosto a dezembro de 2026

Indicação · 28/08/2026

O fim da globalização

Atila Iamarino descreve o recuo de um mundo que a crítica internacional ainda trata, muitas vezes, como palco único. A revista não hospeda o vídeo: aponta-o, e pede o gesto de historicizar o chão.

Uma optativa chamada Cânones da crítica internacional pressupõe, mesmo quando não o diz, um mapa: revistas que circulam, línguas que traduzem, centros que autorizam. Esse mapa foi, por décadas, o da globalização como clima — o mesmo clima em que o cânone se fingia planetário. Quando um divulgador científico de grande audiência no Brasil nomeia o fim dessa configuração, a crítica literária não pode tratar o anúncio como ruído de outra disciplina. É o chão. É o que torna “internacional” um adjetivo histórico, não um elogio.

A indicação não é resenha e não é endosso de tese. É um convite a assistir com o vocabulário da turma — descrever o que o vídeo afirma, historicizar o momento em que “o mundo” deixa de ser um só mercado de prestígio, deslocar a pergunta: se a globalização recua, o que acontece com a crítica que se diz internacional? Aqui a redação aponta um sinal que a imprensa literária ainda não absorveu.