Ofício · edição zero
Monitorar o mundo da crítica
América do Sul, América do Norte, Europa, África, Ásia, Oceania. Seis equipes, um único problema: ver como se fabrica valor literário onde ele se publica.
A enquete do grupo não era um quiz geográfico. Era o começo de uma redação. Quem vota numa região aceita uma tarefa: ler o que aquela parte do mundo chama de crítica — e trazer de volta não um resumo, mas um caso.
Um caso cabe em poucas linhas: o título, a revista, o gesto (descreve? julga? desloca? silencia?), a língua, o que isso faz ao cânone que a turma está desmontando na sala 105. A soma desses casos vira o mapa da edição.
Oceania ainda não tem votos. África e Ásia têm poucos. Isso também é dado: o mapa da atenção da turma já é, ele próprio, um cânone em miniatura. A revista pode corrigir o mapa — ou assumir o viés e criticá-lo.