Nota de sala · 25 de agosto de 2026
Abrir o glossário, abrir a revista
Aula 2. Seminário contínuo I. Quatro horas em dois blocos: formação conceitual de manhã; circulação da crítica e projetos de grupo depois do intervalo.
Terceiro encontro se contar o minicurso. A abertura retomou a Aula 1 e a disrupção de 18/08. Não houve recorte 3×3 nem laboratório de gestos. Os nove casos do professor — Homero, Safo, Sófocles, Dante, ciclo arturiano, Mio Cid, Cervantes, Shakespeare, Rosa — permaneceram consulta, não corpus obrigatório da manhã.
O primeiro bloco abriu o glossário coletivo. Crítica, valor, juízo, faculdade, estética, cânone, fortuna crítica: lista inicial, cada um acrescenta. Aprender o verbete não é sabê-lo usar. Discutiu-se o que significa produzir um glossário, um dicionário, uma enciclopédia — e como essa lógica vai à educação básica e aos espaços profissionais. Depois: da obra à fortuna crítica, com atenção às edições e aos críticos que instalam valor.
A tradição de referência desta oferta é o Ocidente, e o Ocidente, aqui, começa em Homero. Isso não é destino: é o repertório que a sala herda e pode historicizar. Conhecimento válido no ensino superior precisa de dúvida. Certeza absoluta não é digna desta sala. Até novembro, o desafio é ter problemas estéticos para pensar — não colecionar resumos.
No mesmo dia a redação ganhou corpo. Nasceu a Revista Experimental de Crítica Literária. Seis equipes de monitoramento (América do Sul, América do Norte, Europa, África, Ásia, Oceania). Cadastro editorial. Modelo de anteprojeto para os grupos: sete minutos de fala em 01/09. O dossiê de percurso permanece individual; editoria, curadoria, crítica e tradução são do grupo e entram neste veículo.
Produto no Dossiê: entrada inicial do glossário, mapa de fontes, delimitação preliminar do projeto. Ponte: 01/09, Odisseia canto XIX e Auerbach. 08/09 é feriado em Vitória. Todas as notas de sala → · Expediente → · Cadastro →